São Paulo, 18 de Janeiro de 2021
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Você sabe o tipo de válvula de hidrocefalia você tem?

Por Dra Raquel Zorzi, às 09:55 - 11 de Novembro de 2019 Indicar Natus TecnologiaImprimir Natus Tecnologia
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 É muito comum que um paciente adulto ou uma mãe com seu filho chegue ao meu consultório para uma consulta de acompanhamento de hidrocefalia e diga que foi tratado por outra equipe com a colocação de uma válvula de derivação ventriculo-peritonial (DVP). Quando pergunto qual é a marca/modelo da válvula, a maior parte dos pacientes não sabe dizer... Mas por que é importante ter esta informação?

          Em primeiro lugar, uma válvula não deixa de ser um "dispositivo" que está sujeito a falhas e defeitos de fabricação. Caso haja algum lote defeituoso o fabricante informa para que possa ser feita averiguação. Se o paciente tem em mãos a marca, modelo e lote da válvula colocada, ele pode facilmente identificar quaisquer problemas. Felizmente tal situação é muito rara. 

          Em segundo lugar, existem 2 tipos de válvulas - as programáveis e as de pressão fixa. As válvulas de pressão fixa, como o nome já diz, o neurocirurgião escolhe o tipo de pressão que quer na hora de cirurgia e coloca aquela determinada válvula. Esta pressão não poderá ser posteriormente ajustada, a não ser que se troque a válvula com outra cirurgia. Já as válvulas programáveis o neurocirurgião pode a qualquer momento mudar a pressão da válvula com um dispositivo externo ao crânio, sem que para isso seja necessária qualquer cirurgia (o ajuste de pressão pode ser feito no consultório).

          Se o paciente possui uma válvula de pressão fixa, é importante saber qual é a pressão (baixa, média ou alta) que ele usa, pois no caso de a válvula ter algum problema e precisar ser trocada, o neurocirurgião poderá optar por manter a pressão prévia ou fazer uma troca de pressão ou de marca/modelo consciente e condizente com o quadro do paciente.

          Se o paciente possui uma válvula de pressão regulável, além da marca e modelo é preciso também saber qual a pressão atual pelo mesmo motivo citado acima para as válvulas de pressão fixa. Entretanto, pacientes com válvulas programáveis devem ter um cuidado a mais, pois algumas marcas e modelos desprogramam quando expostas a ressonância magnética. Nestes casos logo após o exame é necessário fazer uma nova programação da válvula, ou pelo menos, checar se a programação foi mantida. Se o paciente não sabe qual válvula ele tem, é não é possível fazer essa reprogramação, uma vez que cada modelo de válvula tem um tpo de programador diferente. A válvula desprogramada pode colocar em risco o tratamento do paciente. 

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