São Paulo, 06 de Agosto de 2020
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Traumatismo craniano - por que tirar parte do osso do crânio?

Por Dra Raquel Zorzi, às 17:21 - 08 de Julho de 2019 Indicar Natus TecnologiaImprimir Natus Tecnologia
Craniotomia descompressiva marketing

                A parte de cima do osso do crânio, chamado de calota craniana, pode ser retirada em algumas situações pelo neurocirurgião e guardada para posterior recolocação - esta cirurgia é chamada de craniotomia descompressiva. Mas por que isso é feito?               

                No traumatismo craniano grave a parte lesionada do cérebro pode inchar, da mesma forma que incha por exemplo seu braço quando ele recebe uma pancada. Só que quando o cérebro incha ele não tem para onde crescer, porque o osso é duro e não cede, impedindo que ele tenha espaço para isso. Ao tirar uma parte do osso do crânio, o neurocirurgião abre espaço para que o cérebro doente e lesionado tenha para onde ir, sem que com isso ele aperte e afete o restante do cérebro que está normal, situação que agravaria ainda mais o quadro do paciente. 

                Enquanto o paciente está sem a calota craniana, ela pode ser guardada no abdômen, onde fica nutrida e estéril até que possa ser recolocada. Outra opção é guardar em um “banco de osso”, que não é uma solução facilmente disponível no Brasil. Quando a calota craniana não pode ser guardada por algum motivo ela é jogada fora logo após o fim do procedimento cirúrgico.

               Quando a fase aguda passa e o cérebro desincha a calota craniana pode ser recolocada, o que costuma acontecer entre 3-6 semanas após o trauma/lesão inicial. Se por algum motivo ela não puder ser recolocada de volta, o paciente pode em tese ficar mais tempo sem a calota, mas o risco é que aquela parte "sem osso" deixa aquela região do cérebro desprotegida...  Após algumas semanas, no local onde não há osso o paciente tem um “afundamento”.

                A cirurgia para recolocar a calota craniana chama cranioplastia. Essa reconstrução do crânio pode ser feita com o próprio osso "guardado" do paciente, e se ele não tiver disponível, há diversas alternativas, que vão desde um cimento ósseo, com o qual o neurocirurgião artisticamente molda na hora da cirurgia uma nova calota para o paciente, até próteses computadorizadas onde um computador faz um molde novo de crânio para o paciente baseado em sua tomografia computadorizada, fazendo com que a cranioplastia fique ainda mais perfeita.

 

                  

 

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